terça-feira, 13 de novembro de 2012

Pyrosoma atlanticum, uma colónia deambulante

No dia 9 de novembro de 2012 pela manhã, a equipe de mergulhadores do Projeto Caulerpa realizou mais um dos habituais mergulhos para prospecção da alga invasora Caulerpa webbiana. O mergulho teve lugar junto ao Molhe Velho da Horta no sentido da Baía de Entre Montes, e foi lá que um dos mergulhadores, Luís Roque, achou este organismo que deambulava pela coluna de água. Sem saber do que se tratava, o mergulhador decidiu trazer o organismo para terra para ser posteriormente ser identificado.  


Mergulhadora da Equipe Caulerpa, Ana Besugo, com o Pyrosoma atlanticum na mão. 
(Foto: Frederico Gardigos)



Pyrosoma atlanticum e seus constituintes, os zoóides 
(Foto: Frederico Cargidos)


Pyrosoma atlanticum, evidenciando a sua forma tubular e podendo ver-se os zooóides na periferia. 
(Foto: Frederico Cargidos)

Algumas curiosidades:

Pyrosoma atlanticum, é uma colonia de forma cilíndrica que pode crescer até 60 cm de comprimento e 4-6 cm de largura e é constituída por organismos denominados zoóides que formam um tubo rígido que pode ser cor de rosa pálido, amarela ou azulada. Uma extremidade do tubo é mais estreita enquanto  a outra é aberta e possui um diafragma forte. A sua superfície exterior é do tipo gelatinosa. Este organismo alimenta-se maioritariamente de plâncton e outras partículas de alimento que são bombeados para as suas fendas branquiais através da ajuda de cílios. Pyrosoma atlanticum, é bioluminescente e pode gerar uma luz azul-esverdeada brilhante quando estimulado. Pode ser encontrado em águas temperadas em todos os oceanos do mundo, geralmente entre 50 ° N e 50 ° S. É mais abundante em profundidades abaixo de 250 m. As colónias são pelágicas e movem-se através da coluna de água. Efetuam migrações verticais diárias, subindo em direção à superfície ao início da noite e aos nascer do dia regressam a zonas mais profundas. Grandes colónias podem percorrer uma distância vertical de cerca de 760 m por dia, enquanto que as mais pequenas, apenas alguns milímetros de comprimento, percorrem distâncias verticais mais curtas  -90 m.     

Num dos laboratórios do DOP, a colónia de Pyrosoma atlanticum, foi medida, pesada e fotografada.

Peso húmido: 170,2 g                   Comprimento total: 23 cm                                Largura máxima: 6 cm

Pyrosoma atlanticum,depois de medido e pesado. 

Pyrosoma atlanticum, evidenciando os seus zoóides  


Ana Besugo

Para saber mais:

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Novo recorde de caça submarina?


Peixe cavalo: Alepisaurus ferox 

Captura fora do comum

Num final de tarde do mês passado (17 de julho), Pedro Freitas e um amigo, estavam a fazer caça submarina na zona de Trás-da-Serra (Ribeirinha -Faial) quando depararam com um grande peixe a meia água, tipo peixe espada, próximo de um cardume de bicudas, numa zona de grandes blocos de rocha que não tinha mais de 5-6 m de profundidade. Depois de arpoado, verificaram que o peixe era diferente de tudo o que conheciam, sobretudo pela sua musculatura pouco rija e pelos grandes dentes que tinha no céu da boca. Assim, contactaram o DOP (Universidade dos Açores) para saber do que se tratava.
Depois de identificado, verificou-se que se tratava de um peixe-cavalo, com o nome científico Alepisaurus ferox, que media 1,575 m de comprimento (furcal) e pesava 6,73 kg. O curioso desta captura, provavelmente um recorde da caça submarina, é que uma espécie oceânica cosmopolita de profundidade (meso- e  batipelágica:  vive até aos 1800 m de profundidade), cujo comprimento máximo conhecido é de 2,15 m e 9 kg de peso. Por vezes, exemplares desta espécie ocorrem em águas pouco profundas. A 13 de abril de 2005, um exemplar desta espécie também apareceu na Praia do Almoxarife (Faial) depois de ter saltado para o areal em perseguição de um cardume de cavalas (ver intraDOP). Geralmente não é utilizado para alimentação dada a pouca consistência da sua musculatura, típica de espécies de grande profundidade.
A doutoranda Diana Catarino, confirmou a identificação do exemplar e fez a sua biometria e análise de conteúdos estomacais. Foram retiradas várias fotos e medidas, nomeadamente da cabeça, mandíbula e do diâmetro do olho para estudos de morfometria. O conteúdo estomacal foi analisado e verificou-se que para além de vários peixes pau (Caprus aper) e um trombeteiro (Macroramphosus scolopax) continha ainda um peixe espada branco (Lepidopus caudatus) completamente inteiro com cerca de 50 cm de comprimento. Foi ainda retirado um pedaço de tecido muscular para genética para dar continuidade ao trabalho que se tem vindo a desenvolver para esta espécie e para comparação com outra espécie congénere (A. brevirostris). O exemplar foi congelado para posterior inclusão na coleção taxonómica de referência.
O peixe-cavalo está classificado em termos de conservação pela IUCN com o estatuto de pouco preocupante (“LC- least concern”).

Foto de peixe-cavalo (Alepisaurus ferox) apanhado na Ribeirinha em 17/07/2012. A fita métrica utilizada como escala tem 1,5 m de comprimento. Note-se que os lados, direito e esquerdo, da mandíbula estão separados em resultado do processo de captura. A barbatana dorsal ficou também danificada durante a captura.

Para saber mais:


terça-feira, 12 de junho de 2012

Camarões pistoleiros



Camarões pistoleiros!
Cuidado com os seus tiros!
Numa manhã do passado janeiro (28/01/2012), durante a baixa-mar, os Srs. Mário Oliveira e Dejalme Vargas, andavam a apanhar minhoca para a pesca na zona entre marés (intertidal) da costa do Pasteleiro, por baixo do forte de S. Sebastião (costa S da ilha do Faial), quando depararam com um par de estranhos camarões por baixo de uma pedra, que acabaram por recolher e entregar no semanas depois no DOP para saberem do que se tratava. Chamou-lhes a atenção uma pinça grande e deformada que ambos tinham.
Estes exemplares foram-nos entregues secos e só durante o passado mês foi possível dar a devida atenção a esta ocorrência. Para melhor serem identificados, hidrataram-se em água durante uma noite e procedeu-se à sua identificação e biometria básica (comprimento e pesagem) no dia seguinte (18/05/2012).
Tendo em conta o guia FAO (1987) verificou-se que se tratava de um par de pequenos camarões da espécie Alpheus dentipes (uma fêmea ovada e outro indivíduo de sexo não identificado) e uma pinça maior perdida por um terceiro indivíduo.

 Foto – 1. Par de camarões pistoleiros apanhados na costa do Pasteleiro (Faial) em 28/01/2012 juntamente com a pinça de outro indivíduo. O indivíduo da esquerda é uma fêmea ovada.

 Foto - 2. Pormenor da fêmea, apresentando alguns ovos já com olhos visíveis no abdómen (seta vermelha).
Foto – 3. Pormenor da pinça (quela) hipertrofiada de um terceiro camarão-pistoleiro apanhada no mesmo dia dos anteriores. Esta pinça é altamente especializada capaz de produzir sons e jatos de água de grande intensidade, que utiliza para defesa e para captura de presas.

 Estes camarões não têm nome vulgar em português, mas poderiam designar-se por camarões-pistoleiros, à semelhança do nome em inglês “pistol-shrimp” ou “snapping-shrimp”. Têm uma característica ímpar, com a pinça hipertrofiada, que parece deformada em comparação com as pinças habituais dos caranguejos e camarões, produzem um estalido sonoro muito intenso, acompanhado por um jato de água de tal intensidade, tal como se fosse um disparo de uma arma de fogo. A produção deste estalido, feito pelo fechar super-rápido da pinça, dura apenas 1 milésimo de segundo, e por um processo de cavitação produz um jato de água que atinge praticamente os 100 km/h, e com uma intensidade de som que ronda os 200 db. Esta energia acústica é de tal modo intensa que acaba por aumentar a temperatura da água do jato de água para valores muito elevados. O impacto deste jato e a onda sonora são suficientes para atordoar ou matar as pequenas presas que passam ao seu alcance e das quais se alimenta. Pessoas que têm camarões deste grupo em aquários descrevem a sensação pouco agradável de ser atingido por este jato como se fosse o impacto de um vulgar elástico de borracha, quando puxado e largado rapidamente.  
Este tipo de camarões estão geralmente escondidos debaixo de pedras, ou em buracos que os próprios escavam. Algumas das espécies têm associações com pequenos peixes gobídeos, que vivem no mesmo buraco. O peixe, com melhor visão, serve de alerta ao camarão contra predadores e por sua vez beneficia do abrigo na toca que o camarão faz, mantém e lhe serve de refúgio.
Nos Açores existem 3 espécies de camarões deste género Alpheus, todos registados na ilha do Faial, mas é de crer que ocorram em todas as restantes ilhas do Arquipélago.
Dados dos animais capturados:
                                                                               Fêmea                                 Indivíduo 2
Comprimento máximo (mm)*                                  29,1                                         33,7
Comprimento da carapaça (mm)                              9,1                                         10,3
Peso (em álcool) ( g)                                                 0,33                                          0,49
* Medidos com o corpo estendido e sem as antenas que se perderam.
Os animais guardaram-se em etanol a 96% para coleção e futuros estudos.
Para saber mais:

terça-feira, 5 de junho de 2012

Uma tartaruga no meio do canal Faial-Pico

No dia 1 de Junho de 2012, por volta das 13h, a embarcação José Azevedo pertencente ao Peter Café Sport, regressava já para a Horta depois de mais uma saída para Whale Whatching, quando a meio do canal Faial-Pico encontraram uma tartaruga da espécie Caretta caretta. Esta foi retirada da água pela tripulação e segundo eles, a muito custo, pois esta estava presa com alguns cabos à volta da sua carapaça. Já a bordo, a tartaruga foi trazida para terra e posteriormente foi chamada a aluna de Mestrado do DOP, Ana Besugo, que se encontra a fazer a sua tese sobre tartarugas marinhas. Chegada ao local, Marina da Horta, a Ana procedeu à verificação do estado de saúde da tartaruga e de seguida procedeu-se à recolha das medidas (comprimento e largura total da carapaça e peso), algumas fotografias, amostras dos organismos que vivem associados às tartarugas marinhas (denominados epibiontes) e por fim à sua marcação, que consiste na colocação de uma anilha metálica em cada barbatana anterior. 

Dados da tartaruga    

comprimento total (curvilíneo) da carapaça: 73,5 cm
largura total (curvilíneo) da carapaça: 66,5 cm
peso: 52,200 Kg
anilha barbatana direita: PA 278
anilha barbatana esquerda: PA 277


Foto: Ricardo Fernandes

Epibiontes:
Após análise em laboratório das amostras recolhidas quer da carapaça quer da zona do corte que a tartaruga apresentava do lado direito da carapaça, podê-se identificar:
Carapaça:
- 3 espécies de algas verdes
- 2 espécies de algas vermelhas
Zona do Corte:
- restos de pele morta com areia e restos de pequenos búzios, assim como de restos de cracas
- restos de espécies quer de algas vermelhas quer de algas verdes
- restos de poliquetas 

Colaboradores da recolha de dados, fotografias, transporte e libertação da tartaruga: Rui Correia, Ricardo Fernandes, João Reis, Catharina Pieper, Dani Fox e Jairo.


Foto: Rui Correia


Publicado por: Ana Besugo

quarta-feira, 16 de maio de 2012


Polvo com acne?


No dia 13/05/2012 o Sr. Fernando Rodrigues encontrou no areal da Fajã da Praia do Norte (costa NW da ilha do Faial) um polvo morto que lhe pareceu estranho. No dia seguinte o exemplar foi-nos trazido pelo Pedro Escobar para identificação.
Era uma fêmea de uma espécie de polvo pelágico, com o nome científico de Ocythoe tuberculata, que já devia estar morta há alguns dias e acabou por arrojar na referida praia. Tal como a maioria das espécies de polvos, tem 2 fiadas de ventosas nos braços, mas o manto nesta espécie é muito grande e quase esférico. É conhecido em inglês como “football pelagic octopus”, mas em português poderíamos designá-lo por “polvo de ventre rugoso“ em virtude dos numerosos tubérculos que têm na parte ventral do manto, que se assemelham a “borbulhas” (daí a referência ao acne). As funções destes tubérculos são desconhecidas. Esta fêmea tinha os braços incompletos, provavelmente comidos por outros animais depois de ter morrido. 
Desde 1991 que não observávamos um exemplar desta espécie nos Açores (foto 1), sendo esta a 6ª ocorrência registada nesta região, que curiosamente têm ocorrido quase sempre entre maio e julho.

Foto 1. Foto da fêmea do Ocythoe tuberculata de 1991 e que foi mantido vivo durante 1 dia num tanque de água existente na altura na Fábrica da balei de Porto Pim. Foto: Pedro Afonso.

Esta espécie foi descrita em 1814 pelo biólogo francês Constantine Rafinesque, que comeu o exemplar que descreveu, dizendo, numa tradução literal para português: “...este Ocythoe proporcionou uma refeição para muitos e é tão bom como os Octopus.
Trata-se de uma espécie de polvo robusta que nada permanentemente no mar aberto (não vive no fundo como as espécies mais comuns de polvos), tendo uma coloração típica (zona dorsal de cor azul violeta e parte ventral alaranjada/amarelada), sobretudo visível nos animais vivos. É uma espécie que vive nas águas superficiais, não ultrapassando os 200 m de profundidade (epipelágica), das zonas temperadas e quentes de todos os oceanos (cosmopolita).
Esta espécie tem algumas características ímpares para este tipo de animais: acentuado dimorfismo sexual (fêmeas são muito maiores que os machos – comprimento até 10x maiores; os machos por vezes habitam dentro de salpas pelágicas), têm um par de poros aquíferos na base do funil que comunicam com uma câmara interna na base da cabeça e parecem servir para ajudar na locomoção; têm uma “bexiga gasosa” para equilíbrio hidrostático e são conhecidos por serem a única espécie de polvo ovovivípara (os juvenis nascem diretamente dos ovidutos das fêmeas).
É uma espécie pouco estudada dado que as ocorrências são ocasionais, mas faz parte da dieta alimentar de várias espécies de lulas e peixes pelágicos (atuns, espadartes, etc.) e de mamíferos marinhos (focas e cetáceos).

Foto 2. Vista dorsal do exemplar de polvo pelágico Ocythoe tuberculata arrojado na Fajã da Praia do Norte (Faial) em 13/05/2012. Notem-se os braços incompletos e padrão azulado do animal que não é mais intenso por já estar morto há algum tempo quando foi fotografado. Foto: José Nuno Pereira.

Foto 3. Vista ventral do mesmo exemplar, vendo-se claramente se a rede de tubérculos ásperos que cobrem toda a parte ventral. O funil (F) é maior que nas outras espécies de polvos, vendo-se os poros ventrais (P). Notam-se ainda pequenas algas filamentosas agarradas à pele e difíceis de remover. Foto: José Nuno Pereira.


Foto 4. Vista lateral do mesmo exemplar, notando-se bem a transição da zona ventral com os tubérculos e a dorsal mais lisa e azulada. Notam-se ainda as cartilagens típicas (C) de fecho do manto e o olho (O) que está pouco visível em virtude de o animal já estar morto há algum tempo quando foi fotografado. Foto: José Nuno Pereira.



Até ao dia em que o observámos e fotografámos (14/05/2012), o polvo foi mantido refrigerado num saco plástico (evitando a desidratação). Após a sessão fotográfica e de amostragem biológica básica (pesar, medir, extracção de amostras de tecido) o exemplar foi preservado em formol a 10% para ser posteriormente incluído na colecção científica do DOP. Foram preservadas amostras de músculo para genética e o bico foi removido e conservado à parte.

Dados do exemplar (fêmea):
Peso húmido do exemplar (g):  1080,1                                                      
Medidas animal húmido (mm):
Comprimento dorsal manto: 155,0         Comprimento ventral manto: 142,0   
          Largura máxima cabeça: 81,0              Comprimento máximo funil (ventral): 71,0
Braços todos incompletos (comidos)

Medidas bico inferior - húmido (mm):
Comprimento dorsal (DL): 20,0 Comprimento capuz (UW): 11,6 Comprimento rostro (LRL): 9,0        


Colaboradores na recolha de dados e fotografias: Pedro Escobar (aluno CET OpMar) e José Nuno Pereira (IMAR). 



Para saber mais:

Afinal era uma Porpita!

Porpita porpita

No domingo 04/03/2012 foram encontrados por Ricardo Costa na praia de Porto Pim (Faial) os seres vivos das fotos seguintes. Soubemos desta ocorrência uns dias mais tarde (07/03/2012) através da Sara Soares (aluna curso CET OpMar 4ª edição).
Trata-se de uma  Porpita porpita, uma colónia de hidrários pelágicos, pretencente ao grande grupo dos animais Cnidários ("urticantes"), que não tem nome vulgar em português (em inglês é conhecido por "Blue button"). São animais altamente especializados para viverem na camada superficial dos oceanos, na interface entre a atmosfera e o mar (pleustôn). Têm um disco flutuante de onde estão suspensos pequenos tentáculos urticantes que utilizam para capturar pequenos organimos zooplanctónicos de que se alimentam. Têm a cor azul intensa típica dos aninais que vivem na camada superficial dos oceanos. Quando o vento está de feição costumam ser atiradas para a costa em grandes quantidades, sobretudo quando são mais abundantes (final de inverno e princípio da primavera), juntamente com outros organismos semelhantes (ex. Velella velella).
É uma espécie comum no oceano aberto das zonas temperadas e tropicais de todos os oceanos do mundo.   

Foto 1 - Porpita porpita arrojada na Praia de Porto Pim em 04/03/2012, colocada num copo com água do mar, mostrando a sua típica forma de disco e cor azul intensa.

Foto 2 - Pormenor de outra Porpita porpita arrojada na Praia de Porto Pim em 04/03/2012, podendo-se ver os tentáculos distendidos.

As porpitas podem confundir-se com a espécie semelhante Velella velella, mas distinguem-se, entre outros aspectos, pela última ter o corpo mais ovalado (menos circular) e ter uma vela triangular na parte superficial do disco, e por os tentáculos desta serem bastante mais curtos que os da primeira.

Para saber mais:
- Wikipedia - Porpita
- Wikipedia - Velella

Obs: No post inicial desta espécie foi considerada como Velella velella.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Focas cinzentas

Uma foca cinzenta juvenil (Halichoerus grypus) foi encontrada no porto da Ribeirinha, ilha do Faial, no dia 24 de Janeiro de 2012 por trabalhadores da Junta de Freguesia local. A foca foi recolhida pela Rede de Arrojamentos de Cetáceos dos Açores (RACA) e posteriormente enviada por via aérea para o Centro de Reabilitação de Animais Marinhos de Quiaios (Figueira da Foz). Sexo: desconhecido; comprimento: 95 cm; peso: 17 kg.
Foca cinzenta encontrada na ilha do Faial (foto: Rui Prieto)

A 25 de dezembro de 2011 outra foca cinzenta juvenil foi detectada nas piscinas do Carapacho na ilha Graciosa, apresentando ferimentos na extremidade posterior do corpo. Após ter desaparecido da zona, acabou por ser encontrado já morto na mesma ilha.

Por: Rui Prieto